Filhos: cuidando de alergias e intolerâncias alimentares

Vamos falar um pouco sobre as restrições alimentares dos pequenos? É cada vez mais comum crianças nascerem com algum tipo de alergia ou intolerância alimentar, e essa condição exige uma atenção especial dos pais. Entenda como identificar, cuidar e lidar com os tipos mais comuns de intolerância e alergias alimentares infantis.

O primeiro passo é entender a diferença entre alergia e intolerância: Com a alergia não existe uma quantidade grande ou pequena que faça mal. Tanto faz uma criança que tem alergia a morango comer um ou 20 morangos, a reação vai acontecer. No caso da intolerância, depende da dose. Tem crianças que toleram bem uma pequena quantidade de leite, por exemplo, no caso da intolerância à lactose, e que podem ingerir um pouco de leite e não terá problema nenhum.

Glúten

A doença celíaca, mais conhecida como intolerância ao glúten, normalmente se manifesta na infância, entre 1 e 3 anos de idade. Considerada autoimune, na doença celíaca o organismo ataca a si mesmo, mais precisamente o intestino delgado, dificultando a absorção de vitaminas, nutrientes e sais minerais. Pães, bolos, biscoitos, macarrão e pizza são alguns exemplos de alimentos que, normalmente, contêm glúten e são proibidos aos celíacos. Principal proteína do trigo, aveia, malte, centeio e cevada, o glúten ou suas partes estão presentes em alimentos de todas as espécies. É um problema genético e o único tratamento é a exclusão, por toda a vida. Nesse caso, os pais devem estar sempre atentos ao que a criança vai comer e ensinar desde cedo a procurar nos rótulos se os alimentos têm, ou não, glúten. Como opção, pode-se substituir os ingredientes com glúten por fécula de batata, amido de milho, fubá ou farinha de mandioca. Identificando a intolerância ao glúten: os principais sintomas são diarreia ou prisão intestinal, inchaço, pouco ganho de peso e irritação.

Lactose

Quando uma criança produz pouca enzima lactase, responsável por digerir a lactose no organismo, ela desenvolve a intolerância a produtos lácteos, como leite, queijo e outros alimentos feitos a base de lactose, que nada mais é do que o açúcar do leite. Mas se o problema for uma reação à proteína do leite da vaca, trata-se de uma alergia. Como até os seis meses de idade o bebê só se alimenta de leite materno, a alergia, mais comum nos lactentes, começa a surgir quando o leite de vaca é introduzido na dieta do bebê. Identificando a alergia à proteína do leite: Como o bebê não sabe expressar o incômodo, ele rejeita o leite, apresenta irritabilidade e sinais como sangue nas fezes, refluxo e dores abdominais são visíveis. Asma, rinite e chiado no peito também são comuns da alergia à proteína. Para a alergia não existe um tratamento, a criança não pode ingerir alimentos que contenham a proteína do leite. Já a intolerância à lactose pode ser tratada com o controle do consumo do leite e com a ingestão de lactase, que pode acontecer por comprimidos ou gotas.

Soja, ovo e frutos do mar

Soja, ovo, nozes e amendoim, peixes e frutos do mar e frutas cítricas estão entre os alimentos com maior incidência de alergia infantil. É mais comum que a reação alérgica com abacaxi, manga, morango e outras frutas cítricas seja oral, com irritação, coceiras ou inchaço labial. Nesses casos, basta que a mãe aqueça a fruta em alta temperatura que haverá uma desnaturação da proteína que está causando a alergia. Bolos ou preparos quentes não fazem mal. Só existe uma maneira de conviver com a alergia: não tem jeito, tem que tirar o alimento da criança. Se ela continuar tendo acesso ao alimento que tem alergia pode ter algo mais grave como um quadro de choque anafilático. Por isso, os especialistas recomendam que a mãe evite fornecer alimentos como soja, ovo, amendoim, peixes e frutos do mar para a criança antes de um ano de idade.

Ajuda para os pais identificarem os alimentos dos pequenos

Toda criança precisa participar do convívio social, seja na escolinha, nas festinhas da família, ou na casa dos amiguinhos, e a restrição alimentar aqui não pode se tornar um problema. Pais de crianças com esses tipos de restrição precisam dedicar um tempo à lancheira do filho! Qualquer evento fora de casa exige uma lancheira especialmente identificada, e todas aquelas recomendações ao adulto que vai estar acompanhando seu filho. Em casa mesmo é importante identificar os pratos e talheres do pequeno para que só ele use, assim evitamos de contaminar esses utensílios com as substâncias que fazem mal à ele. Para ajudar nesse processo todo, a Fabee Store desenvolveu etiquetas a prova d’água próprias para identificar as restrições alimentares do pequeno, são etiquetas que vem com o nome do seu filho e o alimento a que ele tem alergia ou intolerância. Perfeitas para a lancheira da escola, e para eventos fora de casa! Quer conferir mais detalhes? Acesse esse link.

 

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